Observatório da Mobilidade Urbana da UFSC debate com professores de universidade portuguesa

18/07/2016 13:10
1Da esquerda para a direita: Prof. Werner Kraus Jr., Prof. Fernando Nunes da Silva, Prof. Jorge Gonçalves, Prof. Acires Dias, Profa. Dora Orth, Profa. Lenise Goldner, Geruza Kretzer, Célio Sztoltz, Eduardo Leite de Souza e Guilherme Carvalho e Prof. Roberto de Oliveira.

Da esquerda para a direita: Prof. Werner Kraus Jr., Prof. Fernando Nunes da Silva, Prof. Jorge Gonçalves, Prof. Acires Dias, Profa. Dora Orth, Profa. Lenise Goldner, Geruza Kretzer, Célio Sztoltz, Eduardo Leite de Souza e Guilherme Carvalho e Prof. Roberto de Oliveira.

Nesta quarta-feira, 13 de julho, o Observatório da Mobilidade Urbana da UFSC promoveu, em conjunto com professor Acires Dias (EMC/UFSC), associado à Rede Universitária Iberoamericana de Técnicas Municipais (RUITEM), uma tarde de palestras e debate sobre Mobilidade Metropolitana, com a participação de professores do Instituto Superior Técnico de Lisboa (IST), Portugal. Fernando Nunes da Silva e Jorge Gonçalves expuseram suas pesquisas e experiências práticas na busca de soluções para a mobilidade urbana em âmbito metropolitano, a partir de suas vivências em Portugal, com foco no caso da capital, Lisboa. As apresentações foram seguidas por debate sobre os desafios e possíveis soluções para o planejamento e a gestão integrada da Mobilidade Urbana na região da Grande Florianópolis.

As palestras e o debate foram abertos ao público e ocorreram no Auditório do Departamento de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Estiveram presentes cerca de 50 participantes, entre representantes da Superintendência de Desenvolvimento da Região Metropolitana da Grande Florianópolis (SUDERF), do Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis (IPUF), pesquisadores, professores e estudantes da UFSC e de outras universidades catarinenses e representantes comunitários, além de interessados na questão da mobilidade urbana. Entre os participantes estavam o superintendente da SUDERF, Cassio Taniguchi, o coordenador do Observatório, Werner Kraus Jr., o urbanista Emilio Merino Dominguez e o arquiteto Edson Cattoni, coordenador técnico do plano Diretor Participativo de São José.

O pesquisador associado do Observatório, Célio Sztoltz, destacou como objetivo do Seminário a troca de experiências acadêmicas e práticas sobre planejamento metropolitano nas regiões de Lisboa e Florianópolis.

Os aspectos comuns entre Florianópolis e Lisboa vão além do sistema viário, marcado pelo espaço  urbano cindido e conectado por uma ponte histórica. [Imagem superior: flickr.com/andreaferreira | Imagem inferior: flickr.com/yann07]

Os aspectos comuns entre Florianópolis e Lisboa vão além do sistema viário, marcado pelo espaço
urbano cindido e conectado por uma ponte histórica. [Imagem superior: flickr.com/andreaferreira | Imagem inferior: flickr.com/yann07]

Lisboa e Florianópolis: experiências semelhantes

Conhecer as experiências acadêmicas e práticas do planejamento urbano de Lisboa, que nas últimas décadas passou por uma mudança de ótica na implantação de projetos, foi o foco das palestras e discussões. Segundo explicou Fernando Nunes da Silva, as novas intervenções na cidade tiveram sua origem a partir do plano diretor participativo municipal, cujos objetivos foram amplamente debatidos pela sociedade civil, ao longo de 2012. Para Nunes da Silva, Lisboa e Florianópolis apresentam algumas similaridades, como a ligação da Ilha ao Continente, comparável à ligação entre a Margem Norte e a Margem Sul de Lisboa. De fato há, em ambas as cidades, uma grande dependência da periferia ao centro, gerando movimentos pendulares volumosos em direção a um único ponto.

O professor ressalta que é preciso levar em conta as diferentes escalas, dimensões e aspectos culturais dos locais. Lisboa, por exemplo, conta com facilidades como o metrô, VLT, densa rede de ônibus e trem suburbano.

– “Em Lisboa nós temos o que aqui foi chamado de BRT nível 2. São 80 km de corredores reservados a ônibus e táxis. Nós concluímos os estudos técnicos de implantação na zona menos central da cidade de Lisboa, onde a rede de metrô ainda não chegou, um sistema de BRT que foi desenhado para suportar um VLT quando a cidade chegar lá e se densificar naquela zona. Em Florianópolis, com os níveis de demanda que estão trabalhando, o BRT responde muito bem”. Mas isso não é tudo, diz Nunes da Silva, “vejo também, como similitude, a dificuldade política da articulação a nível metropolitano. Nós lá temos dezoito municípios para articular. Isso tem aspectos muito interessantes que aqui estamos examinando.”

Participação popular

Outra afinidade entre as duas cidades, abordada no Seminário, foi a realização de um processo participativo na discussão e desenvolvimento de projetos de reforma urbana em Lisboa – que serviu inclusive de referência, em nossa região metropolitana, para a elaboração do plano diretor de São José, conforme depoimento do arquiteto Edson Cattoni. Segundo o professor Jorge Gonçalves, tanto no plano de mobilidade urbana quanto no plano diretor municipal de Lisboa, procurou-se desenvolver a ideia não só de participação, mas de comprometimento público, que significa envolver as pessoas nas definições dos problemas e na construção das soluções.

– “A sociedade civil é muito diversa e tem muitos interesses, e compete ao município compatibilizar esses interesses. A decisão política é fundamental como representante do coletivo”, afirma Gonçalves.

O consultor na área do urbanismo, assessor em diversos municipios de diferentes países e palestrante Emílio Merino, defendeu a importância e o papel do Observatório da Mobilidade Urbana da UFSC, mostrando que a universidade não está desvinculada da realidade das cidades onde está inserida. Merino reforçou “a contribuição que vem sendo proporcionada pelos estudos, pesquisas, palestras e discussões, promovidos pelo Observatório, que são enriquecidos por suas experiências técnicas, metodológicas e de interface entre as diferentes esferas da sociedade civil organizada.”

Biblioteca do Observatório: Baixe as apresentações realizadas neste evento, em versão PDF

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Lançamento oficial do Observatório da Mobilidade Urbana da UFSC reúne autoridades, comunidade e especialistas

19/05/2016 19:16
Seminário Neotrans

Além dos representantes da UFSC, da SUDERF, do COMDES e do IPUF, participaram do lançamento do Observatório da Mobilidade Urbana e das Oficinas cerca de 140 pessoas.

O lançamento oficial do Observatório da Mobilidade Urbana da UFSC contou com um público de mais de 80 pessoas, no auditório do Espaço Físico Integrado – EFI na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), nesta segunda feira, 16 de maio. O laboratório surge como importante ferramenta para o desenvolvimento da mobilidade urbana na região metropolitana da Grande Florianópolis, em um momento de grandes investimentos na área.

Estavam presentes representantes da UFSC, das prefeituras da Região Metropolitana da Grande Florianópolis (RMF), da Superintendência de Desenvolvimento da Região Metropolitana da Grande Florianópolis (SUDERF), do Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis (IPUF) e do  Conselho Metropolitano para o Desenvolvimento da Grande Florianópolis (COMDES), entre outros.

Observatório da Mobilidade Urbana: aberto e participativo

A criação do Observatório da Mobilidade Urbana é importante elemento na elaboração de um caminho mais sustentável para a mobilidade urbana e a qualidade de vida na região. Sua idealização surgiu durante a execução do PLAMUS – Plano de Mobilidade Urbana Sustentável da Grande Florianópolis – projeto desenvolvido pelo Governo do Estado de Santa Catarina com apoio técnico e financeiro do BNDES, que teve por objetivo promover a melhoria da mobilidade urbana em 13 municípios da região.

Ao todo, foram dois anos de estudos, levantamentos, análises e proposições que resultaram em um trabalho pioneiro no Brasil. Para dar continuidade às atividades, foi criado um acordo de cooperação com a UFSC, a quem foi incumbida a responsabilidade pela gestão dos dados resultantes das pesquisas e estudos desenvolvidos pelo PLAMUS. O acordo encarregou a Universidade da manutenção, atualização e disseminação dos dados e informações e do modelo de transportes da Região Metropolitana de Florianópolis, permitindo a criação do Observatório da Mobilidade Urbana da UFSC.

“O Observatório está sendo um grande apoio para a SUDERF. Se não fosse por ele, a gente não teria como assumir ações que estamos planejando. Além do compromisso de discutir a mobilidade urbana de forma aberta e participativa, o Observatório está de fato dando um suporte para o desenvolvimento dessa questão na região metropolitana. Espero que ele sirva de apoio também para outras entidades e que a comunidade o veja como um guardião dos seus interesses.” diz Guilherme Medeiros, coordenador do PLAMUS e engenheiro da SUDERF.

Seminário NeoTrans

Gestores públicos, técnicos, membros do corpo docente da Universidade, estudantes e representantes da sociedade civil organizada participaram das palestras e oficinas, esclarecendo dúvidas, expondo
e debatendo diferentes visões das questões de Mobilidade Urbana.

 

Lançamento e Seminário

As atividades do Observatório foram inauguradas logo após o lançamento, no Seminário sobre Integração Metropolitana do Transporte Coletivo, que apresentou estudos e propostas preliminares do Projeto NeoTrans. O NeoTrans é um projeto do Observatório criado para elaborar uma nova estrutura de transporte coletivo para a região metropolitana, além de projetar corredores exclusivos para BRT (Bus Rapid Transit). O NeoTrans está sendo desenvolvido em convênio com a SUDERF e seus resultados deverão orientar a montagem do processo de concessão do transporte coletivo metropolitano. O seminário estendeu-se, na terça feira, 17 de maio, com a realização de oficinas que contaram com a participação de cerca de 60 pessoas. Entre as atividades, estavam apresentações e debates sobre transporte terrestre e aquaviário e sobre a nova rede de transporte público coletivo, sua gestão e remuneração. Uma das questões abordadas foi a comparação entre os modos de transporte indicados para a Grande Florianópolis, com informações do PLAMUS que apontam o BRT como o mais adequado para a região. “O seminário nos permitiu esclarecer questões muito importantes, em particular sobre o papel do ônibus como um elemento estruturante da mobilidade da Região Metropolitana. Através de dados, conseguimos mostrar que o ônibus é a melhor opção e apresentar o novo sistema que estamos elaborando baseado nessa tecnologia”, explica Werner Kraus Jr., coordenador do Observatório da Mobilidade Urbana da UFSC. As atividades do Observatório poderão ser acompanhadas pelos canais nas redes sociais e pelo site – onde serão divulgados os estudos, propostas e pesquisas do projeto. Também as apresentações e dados oferecidos ao longo das palestras e oficinas estão disponíveis na Biblioteca virtual do Observatório.

Biblioteca do Observatório: Baixe as apresentações realizadas neste evento, em versão PDF

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Assessoria de Comunicação:
48 3233-6415

Observatório da Mobilidade Urbana da UFSC será lançado oficialmente durante Seminário

12/05/2016 21:34

No dia 16 de maio, será o lançamento oficial do Observatório da Mobilidade Urbana da UFSC. Durante o evento, estarão presentes representantes das prefeituras da Região Metropolitana da Grande Florianópolis (RMF) e da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), além de membros da Superintendência de Desenvolvimento da Região Metropolitana da Grande Florianópolis (SUDERF), do Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis (IPUF) e da Federação das Associações de Moradores de Santa Catarina (FAMESC).

“O Observatório nasceu para contribuir com políticas públicas na área de mobilidade urbana, através da promoção de estudos, pesquisas, debates e da elaboração de projetos sobre o tema. Nosso objetivo é promover melhores práticas em mobilidade urbana ao interagirmos com a sociedade civil, gestores públicos nos três níveis de governo, institutos e grupos de pesquisa, e organizações não governamentais”, afirma Werner Kraus, professor do Departamento de Automação e Sistemas [DAS-UFSC] e coordenador do Observatório.

O lançamento será seguido do Seminário “NeoTrans – Integração Metropolitana do Transporte Coletivo: Oportunidades e Desafios na Grande Florianópolis”, com programação que inclui apresentações e debate sobre Transporte Aquaviário. As atividades se estendem durante o dia seguinte com oficinas de trabalho sobre a nova rede de transporte público coletivo, sua gestão e remuneração. As propostas do NeoTrans serão formuladas a partir das diretrizes gerais recomendadas pelo PLAMUS – Plano de Mobilidade Urbana Sustentável da Grande Florianópolis.

O NeoTrans é um projeto criado para elaborar uma nova estrutura de transporte coletivo para a RMF, além de projetar corredores exclusivos para BRT (Bus Rapid Transit). “O NeoTrans está sendo desenvolvido em convênio com a SUDERF e seus resultados deverão orientar a montagem do processo de concessão do transporte coletivo metropolitano”, complementa Werner Kraus.

 

SEMINÁRIO NeoTrans

INTEGRAÇÃO METROPOLITANA DO TRANSPORTE COLETIVO

Oportunidades e Desafios na Grande Florianópolis

Programação:

16 de maio de 2016 – Segunda-feira

17:00 – 18:00  –  Lançamento do Observatório de Mobilidade Urbana UFSC

19:00 – 21:30  –  Apresentações e Debate – Transporte Terrestre e Aquaviário

17 de maio de 2016 – Terça-feira

14:00 – 16:00  –  Oficina de Trabalho Parte I – Nova Rede de Transporte Coletivo Metropolitano

16:00 – 16:15  –  Intervalo

16:15 – 18:00  –  Oficina de Trabalho Parte II – Gestão e Remuneração do Sistema

Inscrições gratuitas: www.goo.gl/bKDkD8

 

Perguntas frequentes [FAQ]

1– Qual a missão do Observatório da Mobilidade Urbana UFSC?

Observatório da Mobilidade Urbana da UFSC é uma entidade aberta à participação de professores, técnicos e estudantes interessados em temas relacionados à mobilidade. O Observatório surgiu a partir do envolvimento de equipe da UFSC no projeto PLAMUS, desenvolvido em 2014/2015, cujos resultados geraram diagnósticos e diretrizes sobre a estrutura da mobilidade na região metropolitana da Grande Florianópolis (RMF).

Assim, a primeira missão do Observatório é acompanhar a evolução das políticas públicas na RMF (Região Metropolitana de Florianópolis) na área de mobilidade, à luz do acervo de resultados do PLAMUS.  Porém, tal compromisso implica em uma missão maior: a promoção e atualização de estudos/pesquisas, debates e projetos sobre o tema da mobilidade urbana, com visão abrangente e referenciada nas melhores experiências locais, nacionais e mundiais no setor.

2- Com quem ele interage?

O Observatório interage com entidades da sociedade civil, gestores públicos nos três níveis de governo, institutos e grupos de pesquisa, e organizações não governamentais de promoção de melhores práticas em mobilidade urbana.

3- Há ações práticas em vista?

As ações ora em desenvolvimento são a manutenção do acervo do PLAMUS no que se refere ao modelo computacional dos sistemas de mobilidade da RMF e a execução do projeto NeoTrans, além da promoção de eventos para participação social na questão da mobilidade.

4– O que é o projeto NeoTrans? 

O projeto NeoTrans organiza-se a partir do desenvolvimento de uma nova estrutura de transporte coletivo para a RMF e da concepção de corredores exclusivos para ônibus com tratamento de nível – BRT (Bus Rapit Transit). O sistema BRT é composto por estações com plataformas elevadas e pagamento antecipado, veículos mais modernos e espaçosos e operação com rede alimentadora dos corredores. Planejamos o uso de novos corredores na região continental bem como o corredor do Anel Viário Central projetado pela Prefeitura Municipal de Florianópolis.

O NeoTrans está sendo desenvolvido em convênio com a Superintendência de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Florianópolis (SUDERF), e seus resultados deverão orientar a montagem do processo de concessão do transporte coletivo metropolitano.

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