Observatório da Mobilidade Urbana | UFSC
  • Observatório da Mobilidade Urbana da UFSC realiza seminário para discutir mobilidade na região da Universidade

    Publicado em 19/09/2016 às 12:40

    No dia 21 de setembro, o Observatório da Mobilidade Urbana da UFSC irá promover o Seminário Mobilidade Urbana na UFSC e no seu Entorno – Situação Atual e Alternativas de Melhorias, para debater a mobilidade urbana no Campus da Trindade da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e nas regiões adjacentes. O evento ocorre na véspera do Dia Mundial Sem Carro e aproveita a oportunidade para abordar e debater a acessibilidade em uma das regiões de maior fluxo de pessoas de Florianópolis.

    Neste seminário, serão debatidas questões relacionadas à implantação do BRT em Florianópolis e as oportunidades para a UFSC e seu entorno. Além disso, o Observatório apresentará algumas análises e propostas de ajustes relacionadas às mudanças na infraestrutura e na operação do transporte coletivo na região.Também serão discutidas questões relacionadas à implantação de ciclovias, melhorias em calçadas, estacionamentos e ao incentivo à redução de viagens individuais motorizadas.

    “Quando a UFSC foi construída, imaginava-se que ficaria isolada da cidade, mas não foi isso que aconteceu. Na década de 80, o trânsito intensificou tanto que foi proibido o acesso de veículos nas vias internas da universidade, aumentando o tráfego periférico e evidenciando os problemas de mobilidade na região. Desde então, nada mais foi feito para modificar a situação”, explica Roberto de Oliveira, professor do curso de Engenharia Civil da UFSC e membro do Observatório.

    Oliveira ressalta que o campus da Trindade foi construído com base na circulação de veículos motorizados e no modelo norte americano de universidades. Porém, diferente do que acontece nos Estados Unidos, na UFSC não foram incorporadas as moradias estudantis, gerando um deslocamento diário de estudantes. Além disso, falta dar prioridade ao pedestre, a quem, segundo Roberto, é destinado apenas o espaço viário que sobra no plano geral do Campus.

    “Para resolver o problema de mobilidade urbana na UFSC precisamos redividir o espaço público respeitando a ordem de prioridade: primeiro o pedestre, seguido do ciclista, do transporte coletivo e do transporte individual. Só assim será possível que todos consigam circular pela universidade e que as atividades que acontecem ali continuem funcionando normalmente“, complementa Dora Maria Orth, professora do curso de Engenharia Civil da UFSC e membro do Observatório.

    Duplicação da Edu Vieira

    Um dos temas do evento será o projeto de ampliação da Rua Deputado Antônio Edu Viera. Durante o seminário, a equipe do Observatório irá apresentar cenários que estão sendo avaliados em função da ampliação da via, evidenciando os impactos diretos e indiretos da obra no entorno do Campus Trindade, com foco nos benefícios para o transporte coletivo público. Neste trecho, além de duas faixas para tráfeConvite Seminario UFSC - Corrigido 140901go misto, será construído um corredor exclusivo de ônibus, ciclovias e calçadas.

    O Seminário Mobilidade Urbana na UFSC e no seu Entorno – Situação Atual e Alternativas de Melhorias será realizado no Auditório Teixeirão, do departamento de Engenharia Elétrica da UFSC, dia 21 de setembro, quarta feira, a partir das 18:30. Não é necessária inscrição prévia para participar.

    Canais do Observatório da Mobilidade Urbana da UFSC

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  • Proposta preliminar de novo sistema de transporte coletivo da Região Metropolitana de Florianópolis traz mudanças operacionais e de infraestrutura

    Publicado em 13/09/2016 às 18:52

    Nesta terça-feira, 30 de agosto, a equipe do Observatório da Mobilidade Urbana da UFSC apresentou propostas para um novo sistema de transporte coletivo da Região Metropolitana de Florianópolis – RMF. A apresentação foi parte do 2º Seminário de Integração Metropolitana do Transporte Coletivo, que abordou questões operacionais, de infraestrutura e de política tarifária. Após a exposição, foi realizado um debate durante o qual foram aprofundadas e esclarecidas questões referentes ao modelo proposto.

    O evento foi realizado no auditório da Associação dos Municípios da Grande Florianópolis – GRANFPOLIS e contou com a presença de cerca de 80 participantes – entre representantes de órgãos públicos, de entidades da sociedade civil, profissionais da área e da população em geral.

    Mapa mostra as estações e corredores de transporte coletivo propostas pelo Observatório. Fonte: Divulgação

    Mapa mostra as estações e corredores de transporte coletivo propostas pelo Observatório. Fonte: Divulgação

    Sistema Tronco-Alimentador

    O novo sistema proposto pelo Observatório para a Região Metropolitana de Florianópolis segue as diretrizes gerais do PLAMUS – Plano de Mobilidade Urbana Sustentável da Grande Florianópolis, e se baseia no chamado sistema tronco-alimentador. Nesse formato, as linhas troncais operam os eixos  de maior demanda de passageiros, com maior  oferta de horários, enquanto as linhas alimentadoras conectam esses eixos troncais com áreas de menor demanda de passageiros.

    “A operação que estamos propondo visa diminuir a sobreposição de linhas por meio de uma troncalização do sistema, melhorando a eficiência,  aumentando as frequências dos serviços e diminuindo os tempos de viagem dos usuários”, explica Célio Sztoltz, pesquisador associado do Observatório.

    Obras de insfraestrutura

    A infraestrutura necessária para a operação do sistema proposto inclui corredores de BRT, faixas exclusivas para ônibus, terminais de integração e estações de pré-embarque. A proposta do Observatório focou na porção continental da RMF, tendo em vista que Florianópolis já possui um sistema licitado em operação.

    Estão previstos quatro corredores de transporte público coletivo – o corredor BR-101, o corredor Via Expressa, o corredor Continental Sul (que abrange a Av. Presidente Kennedy, a Beira Mar de São José e a Av. Gov. Ivo Silveira), e o corredor Continental Norte (que abrange a Rua Leoberto Leal, a Av. Marinheiro Max Schramm, a Rua Eurico Gaspar Dutra e a Rua Fúlvio Aducci). Os dois primeiros são corredores de BRT e os outros são faixas exclusivas para ônibus.

    Estão sendo previstos também quatro terminais de integração – dois em São José, um em Biguaçu e um em Palhoça – além de 11 estações de BRT na BR-101 e Via Expressa, a serem implantados gradativamente. A localização dos terminais e das estações foi determinada após estudos extensos e detalhados que consideraram diversos aspectos relevantes  ao transporte coletivo, como densidade populacional, densidade de emprego, dados de origem e destino, análise do tecido urbano, facilidade de acesso para o usuário, facilidade de integração entre linhas de ônibus e o BRT, entre outros. Diferente dos pontos de ônibus, as estações estão alocadas no centro da via e no mesmo nível do piso do ônibus, e a cobrança de tarifas é feita no acesso à estação.

    “O ideal é que as estações estejam localizadas onde as moradias e os empregos estão, que tenham fácil acesso para o pedestre e que estejam distribuídas de forma a facilitar a integração e atender o maior número de pessoas”, afirma Eduardo Leite Souza, arquiteto do Observatório.

    Imagem conceitual de estação de BRT na Via Expressa. Fonte: Divulgação.

    Imagem conceitual de estação de BRT na Via Expressa. Fonte: Divulgação.

    Divulgação de pesquisa de integração intermunicipal

    Durante o seminário também foram divulgados os resultados de pesquisa realizada pela equipe do Observatório no TICEN e no Terminal Cidade de Florianópolis, com mais de 3.500 usuários das linhas de ônibus intermunicipais. Segundo a pesquisa, cerca de 30% dos usuários que utilizam o serviço intermunicipal integram para o serviço municipal no centro de Florianópolis. Cerca de 70% caminham até o seu destino final a partir desses terminais. O dado surpreendente foi que a média de caminhada chega a 790 metros por pessoa, com alguns deslocamentos atingindo até 2 quilômetros.

    “Um dos motivos das pessoas se disporem a caminhar tanto é a falta de integração tarifária. Entre pagar mais uma passagem e percorrer grandes distâncias a pé até o destino final, observamos que alguns optam pela segunda opção”, analisa Célio Sztoltz, pesquisador associado do Observatório.

    A solução que está sendo pensada pelo Observatório é a cobrança de tarifa com patamares de integração. Desta maneira, não há a necessidade de o usuário pagar uma segunda tarifa integral para fazer transbordo entre linhas distintas, pagando somente um valor adicional reduzido para completar a viagem até o destino final.

    O Projeto NeoTrans

    Os trabalhos apresentados no seminário fazem parte do Projeto Neotrans, um projeto do Observatório em convênio com a Superintendência de Desenvolvimento da Região Metropolitana da Grande Florianópolis (SUDERF). Segundo Guilherme Medeiros, engenheiro da SUDERF, a proposta apresentada está perfeitamente alinhada com os interesses do Governo do Estado de Santa Catarina, e servirá de base para reestruturação e licitação da operação do sistema de transporte coletivo da região.

    “O estudo que o Observatório está desenvolvendo em parceria com a SUDERF é de alto interesse público e por isso trabalhamos para que o resultado seja efetivamente aplicado.”, diz Guilherme Medeiros.

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  • Seminário apresenta propostas preliminares para sistema de transporte coletivo metropolitano da Grande Florianópolis

    Publicado em 23/08/2016 às 13:57

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    Na próxima terça-feira, dia 30 de agosto, o Observatório da Mobilidade Urbana UFSC realizará o 2º Seminário de Integração Metropolitana do Transporte Coletivo, que irá apresentar propostas preliminares e etapas de implantação do novo sistema de transporte coletivo da Região Metropolitana de Florianópolis.

    “Estamos diante de uma oportunidade ímpar de transformar o sistema de transporte coletivo da Grande Florianópolis, tornando-o muito mais atrativo para todos. Neste seminário, iremos apresentar as propostas formuladas até o momento e debatê-las com representantes de órgãos públicos, de entidades da sociedade civil, com profissionais da área e com a população em geral”, afirma Werner Kraus Jr., coordenador do Observatório.

    A equipe do Observatório irá apresentar a proposta preliminar para o novo sistema de transporte coletivo metropolitano, estruturado por corredores de BRT e complementado por faixas exclusivas de ônibus e pelo redesenho dos serviços atuais. Serão apresentados os novos itinerários das linhas de ônibus, bem como as obras e ações complementares necessárias para promover melhorias urbanas em torno da infraestrutura do transporte coletivo.

    Pesquisa com usuários de Transporte Coletivo

    Serão divulgados também dados da pesquisa realizada no TICEN e no Terminal Cidade de Florianópolis, com mais de 3.000 usuários das linhas de ônibus intermunicipais. Os resultados revelam a porcentagem de usuários que utilizam tanto o serviço intermunicipal como o municipal de Florianópolis nas suas viagens cotidianas e que dependem deste transbordo para chegar aos seus destinos finais. Além disso, a pesquisa revela também a porcentagem de usuários que caminham até seu destino final a partir dos terminais, bem como as distâncias médias caminhadas por esses usuários.

    “A pesquisa trouxe à tona alguns problemas de integração do transporte coletivo metropolitano e gerou informações essenciais para orientar uma futura reestruturação do sistema que facilite os deslocamentos da população da região metropolitana de Florianópolis”, analisa Célio Sztoltz, pesquisador associado do Observatório.

    Projeto Neotrans vai além do BRT

    As propostas e pesquisas que serão apresentadas no seminário fazem parte do Projeto Neotrans, um projeto do Observatório em convênio com a Superintendência de Desenvolvimento da Região Metropolitana da Grande Florianópolis (SUDERF). Seus resultados deverão orientar a montagem do processo de concessão do transporte coletivo metropolitano.

    O Seminário de Integração Metropolitana do Transporte Coletivo ocorre no auditório da Associação dos Municípios da Grande Florianópolis – GRANFPOLIS, entre as 13h30 e 17h30, no dia 30 de agosto, e contará com a presença de membros das prefeituras da Região Metropolitana de Florianópolis (RMF), além de profissionais da área e representantes comunitários.

    Convite Seminário IIServiço

    Seminário de Integração Metropolitana do Transporte Coletivo
    Dia 30/08/2016, entre as 13h30 e as 17h30
    Local: Auditório da GRANFPOLIS
    R. Cândido Ramos, 250 – Capoeiras, Florianópolis – SC, 88090-800
    Telefone: (48) 3224-3668

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  • Palestra e debate do movimento Minha Floripa contou com participação e informações do Observatório da Mobilidade

    Publicado em 25/07/2016 às 17:24
    22072016 Debate Minha Floripa

    Imagem: Divulgação – Observatório da Mobilidade Urbana | UFSC

    Com objetivo de criar a uma cultura participativa da comunidade, O Movimento Minha o Floripa reuniu cerca de 50 participantes, entre ativistas e estudantes, em evento que contou com a participação do coordenador do Observatório da Mobilidade e professor no departamento de Automação, Werner Kraus Jr. A série de debates Construindo Pontes, teve início na quinta-feira, 21/07, no auditório Teixeirão, da Engenharia Elétrica, no Centro Tecnológico [CTC | UFSC], com debate que abordou questões chave da Mobilidade Urbana da Capital.

    Para Werner, o movimento Minha Floripa está se estruturando para ter uma voz forte na sociedade, fortalecendo a participação social. “É importante para o Observatório da Mobilidade Urbana ter a oportunidade de dialogar com movimentos como o Minha Floripa. Os objetivos são os mesmos: uma cidade metropolitana sustentável, com menos automóveis, com um ir e vir muito mais tranquilo e ambientalmente correto baseado no transporte ativo (caminhadas, bicicletas) e no transporte coletivo. Participar hoje foi uma oportunidade para debater os temas do projeto NeoTrans, cuja premissa é a valorização do usuário do transporte coletivo, construindo propostas através da participação social para que se tenha uma política de mobilidade sustentável para a cidade. O debate foi esclarecedor para todos, com relatos interessantes de experiências e questões excelentes trazidas pelos participantes. É disso que precisamos cada vez mais nessa cidade metropolitana: participação social para concretização de propostas consistentes de transporte e mobilidade”, define.

    22072016 Debate Minha Floripa22072016 Debate Minha Floripa


  • Encontro reúne equipes do IPUF, da SUDERF e do Observatório da Mobilidade

    Publicado em 22/07/2016 às 19:56
    Imagem: Divulgação

    Imagem: Divulgação | Observatório da Mobilidade Urbana UFSC

    Na manhã desta quinta feira, 21/07, as equipes técnicas do IPUF, da SUDERF e do Observatório da Mobilidade Urbana da UFSC, reuniram-se para avaliar soluções tecnicamente adequadas à implantação do novo sistema de transporte coletivo de Florianópolis, visando uma maior integração metropolitana. O encontro contou com as participações da superintendente do #IPUF, Vanessa Pereira, do superintendente da #SUDERF, Cássio Taniguchi e do consultor a associado do #Observatório, Célio Sztoltz, além do acompanhamento de técnicos e especialistas dos referidos órgãos.

    Cássio Taniguchi ressaltou a importância de uma maior integração entre os municípios que compõem a região metropolitana, principalmente nesse momento em que se está discutindo o Plano Diretor.

    - “Para que as diretrizes de mobilidade que abrangem a Região Metropolitana incluam também a Capital, é muito importante discutirmos alguns eixos. Por exemplo, o Continente vai passar a ser o suporte físico de um sistema auxiliar de #BRT e esse processo deve estar previsto no Plano Diretor em termos de zoneamento e de uso do solo ao longo desses eixos. Desta forma poderão ser definitivamente considerados como eixos de transportes.

    Célio Sztoltz explica que o Observatório veio buscar formas de contribuir com o IPUF na elaboração do Plano Diretor, no que tange às questões de mobilidade urbana: “Estamos propondo auxiliar na avaliação de alguns cenários de crescimento urbano, na busca de orientar o desenvolvimento da cidade em torno do transporte sustentável.”

    Estiveram também presentes ao encontro os professores da Universidade Federal e membros do Observatório da Mobilidade, Dora Orth, Lenise Grando e Roberto de Oliveira, além do engenheiro Carlos Eduardo – Calica do IPUF e do engenheiro Aloisio Pereira da Silva, da SUDERF, entre outros.

    #regiaometropolitana #transportecoletivo #planodiretor


  • Observatório da Mobilidade Urbana da UFSC debate com professores de universidade portuguesa

    Publicado em 18/07/2016 às 13:10
    1Da esquerda para a direita: Prof. Werner Kraus Jr., Prof. Fernando Nunes da Silva, Prof. Jorge Gonçalves, Prof. Acires Dias, Profa. Dora Orth, Profa. Lenise Goldner, Geruza Kretzer, Célio Sztoltz, Eduardo Leite de Souza e Guilherme Carvalho e Prof. Roberto de Oliveira.

    Da esquerda para a direita: Prof. Werner Kraus Jr., Prof. Fernando Nunes da Silva, Prof. Jorge Gonçalves, Prof. Acires Dias, Profa. Dora Orth, Profa. Lenise Goldner, Geruza Kretzer, Célio Sztoltz, Eduardo Leite de Souza e Guilherme Carvalho e Prof. Roberto de Oliveira.

    Nesta quarta-feira, 13 de julho, o Observatório da Mobilidade Urbana da UFSC promoveu, em conjunto com professor Acires Dias (EMC/UFSC), associado à Rede Universitária Iberoamericana de Técnicas Municipais (RUITEM), uma tarde de palestras e debate sobre Mobilidade Metropolitana, com a participação de professores do Instituto Superior Técnico de Lisboa (IST), Portugal. Fernando Nunes da Silva e Jorge Gonçalves expuseram suas pesquisas e experiências práticas na busca de soluções para a mobilidade urbana em âmbito metropolitano, a partir de suas vivências em Portugal, com foco no caso da capital, Lisboa. As apresentações foram seguidas por debate sobre os desafios e possíveis soluções para o planejamento e a gestão integrada da Mobilidade Urbana na região da Grande Florianópolis.

    As palestras e o debate foram abertos ao público e ocorreram no Auditório do Departamento de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Estiveram presentes cerca de 50 participantes, entre representantes da Superintendência de Desenvolvimento da Região Metropolitana da Grande Florianópolis (SUDERF), do Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis (IPUF), pesquisadores, professores e estudantes da UFSC e de outras universidades catarinenses e representantes comunitários, além de interessados na questão da mobilidade urbana. Entre os participantes estavam o superintendente da SUDERF, Cassio Taniguchi, o coordenador do Observatório, Werner Kraus Jr., o urbanista Emilio Merino Dominguez e o arquiteto Edson Cattoni, coordenador técnico do plano Diretor Participativo de São José.

    O pesquisador associado do Observatório, Célio Sztoltz, destacou como objetivo do Seminário a troca de experiências acadêmicas e práticas sobre planejamento metropolitano nas regiões de Lisboa e Florianópolis.

    Os aspectos comuns entre Florianópolis e Lisboa vão além do sistema viário, marcado pelo espaço  urbano cindido e conectado por uma ponte histórica. [Imagem superior: flickr.com/andreaferreira | Imagem inferior: flickr.com/yann07]

    Os aspectos comuns entre Florianópolis e Lisboa vão além do sistema viário, marcado pelo espaço
    urbano cindido e conectado por uma ponte histórica. [Imagem superior: flickr.com/andreaferreira | Imagem inferior: flickr.com/yann07]

    Lisboa e Florianópolis: experiências semelhantes

    Conhecer as experiências acadêmicas e práticas do planejamento urbano de Lisboa, que nas últimas décadas passou por uma mudança de ótica na implantação de projetos, foi o foco das palestras e discussões. Segundo explicou Fernando Nunes da Silva, as novas intervenções na cidade tiveram sua origem a partir do plano diretor participativo municipal, cujos objetivos foram amplamente debatidos pela sociedade civil, ao longo de 2012. Para Nunes da Silva, Lisboa e Florianópolis apresentam algumas similaridades, como a ligação da Ilha ao Continente, comparável à ligação entre a Margem Norte e a Margem Sul de Lisboa. De fato há, em ambas as cidades, uma grande dependência da periferia ao centro, gerando movimentos pendulares volumosos em direção a um único ponto.

    O professor ressalta que é preciso levar em conta as diferentes escalas, dimensões e aspectos culturais dos locais. Lisboa, por exemplo, conta com facilidades como o metrô, VLT, densa rede de ônibus e trem suburbano.

    - “Em Lisboa nós temos o que aqui foi chamado de BRT nível 2. São 80 km de corredores reservados a ônibus e táxis. Nós concluímos os estudos técnicos de implantação na zona menos central da cidade de Lisboa, onde a rede de metrô ainda não chegou, um sistema de BRT que foi desenhado para suportar um VLT quando a cidade chegar lá e se densificar naquela zona. Em Florianópolis, com os níveis de demanda que estão trabalhando, o BRT responde muito bem”. Mas isso não é tudo, diz Nunes da Silva, “vejo também, como similitude, a dificuldade política da articulação a nível metropolitano. Nós lá temos dezoito municípios para articular. Isso tem aspectos muito interessantes que aqui estamos examinando.”

    Participação popular

    Outra afinidade entre as duas cidades, abordada no Seminário, foi a realização de um processo participativo na discussão e desenvolvimento de projetos de reforma urbana em Lisboa – que serviu inclusive de referência, em nossa região metropolitana, para a elaboração do plano diretor de São José, conforme depoimento do arquiteto Edson Cattoni. Segundo o professor Jorge Gonçalves, tanto no plano de mobilidade urbana quanto no plano diretor municipal de Lisboa, procurou-se desenvolver a ideia não só de participação, mas de comprometimento público, que significa envolver as pessoas nas definições dos problemas e na construção das soluções.

    - “A sociedade civil é muito diversa e tem muitos interesses, e compete ao município compatibilizar esses interesses. A decisão política é fundamental como representante do coletivo”, afirma Gonçalves.

    O consultor na área do urbanismo, assessor em diversos municipios de diferentes países e palestrante Emílio Merino, defendeu a importância e o papel do Observatório da Mobilidade Urbana da UFSC, mostrando que a universidade não está desvinculada da realidade das cidades onde está inserida. Merino reforçou “a contribuição que vem sendo proporcionada pelos estudos, pesquisas, palestras e discussões, promovidos pelo Observatório, que são enriquecidos por suas experiências técnicas, metodológicas e de interface entre as diferentes esferas da sociedade civil organizada.”

    Biblioteca do Observatório: Baixe as apresentações realizadas neste evento, em versão PDF

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  • Palestras e debate sobre mobilidade metropolitana

    Publicado em 12/07/2016 às 15:50


    O Observatório da Mobilidade da UFSC
     está realizando palestras, ministradas por dois professores portugueses, do Instituto Superior Técnico de Lisboa (IST), Fernando Nunes da Silva e Jorge Gonçalves. No evento serão expostos temas de pesquisa e experiências práticas de ambos na busca de soluções para a mobilidade urbana em âmbito metropolitano, a partir de suas vivências em Portugal. Após as apresentações, haverá um debate sobre os desafios e possíveis soluções para o planejamento e a gestão integrada da Mobilidade Urbana na região da Grande Florianópolis. O evento será nesta quarta-feira, 13 de julho, às 14h, no auditório do Curso de Arquitetura e Urbanismo.

     

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  • Observatório da Mobilidade Urbana da UFSC debate propostas e pesquisas durante seminário

    Publicado em 07/07/2016 às 5:25

    O Seminário de Alinhamento Técnico do Projeto NeoTrans reuniu cerca de 50 pessoas na tarde desta quinta-feira, 30 de junho, na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Com a sala lotada, membros do Observatório da Mobilidade Urbana da UFSC apresentaram propostas e resultados parciais das pesquisas que estão sendo realizadas pela equipe do projeto.

    Participaram do debate representantes da prefeitura de Florianópolis e da Superintendência de Desenvolvimento da Região Metropolitana da Grande Florianópolis (SUDERF), além de professores da UFSC, consultores da área de mobilidade urbana e estudantes de graduação e pós graduação.

    O Seminário de Alinhamento Técnico do Projeto NeoTrans.

    - “Fizemos esse seminário para alinhar os temas que vêm sendo tratados no projeto NeoTrans, além de testar as ideias e buscar as impressões das pessoas a respeito do que estamos pensando e elaborando”, diz Werner Kraus Jr., coordenador do Observatório da Mobilidade Urbana da UFSC.

    Durante o evento, foram apresentados os resultados parciais das entrevistas e contagens relacionadas ao transporte coletivo e à circulação de pedestres e ciclistas, realizadas pelos pesquisadores do Observatório. As pesquisas servirão para complementar os estudos do PLAMUS – Plano de Mobilidade Urbana Sustentável da Grande Florianópolis e assim auxiliar o projeto NeoTrans a desenvolver um sistema completo de novas linhas de ônibus para Região Metropolitana de Florianópolis (RMF).

    - “O projeto NeoTrans trata de temas como a implantação do BRT, mas não só isso. Também abordamos faixas exclusivas para ônibus, serviços locais de ônibus, serviços intermunicipais que utilizam o sistema viário comum sem segregação nas vias, e também a relação do sistema de transporte coletivo com o pedestre, ciclista e outros meios de transporte”, diz Célio Sztoltz, pesquisador associado do Observatório.

    O Seminário de Alinhamento Técnico do Projeto NeoTrans.

    Werner afirma que o Observatório pretende realizar mais reuniões abertas e seminários, com objetivo de colher informações e impressões das pessoas a respeito do projeto NeoTrans, “afinal de contas, são elas que esse sistema tem que atender” diz o coordenador. Para Agosto está previsto um seminário mais aprofundado no qual serão apresentados os resultados finais das pesquisas, além de uma preliminar do projeto do novo sistema de linhas de ônibus da região metropolitana.

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  • Observatório da Mobilidade Urbana da UFSC realiza seminário nesta quinta-feira

    Publicado em 29/06/2016 às 23:06

    Seminário de Alinhamento Técnico NeoTransNo dia 30 de junho, quinta-feira, o Observatório da Mobilidade Urbana da UFSC irá realizar o Seminário de Alinhamento Técnico do Projeto NeoTrans. O NeoTrans está sendo desenvolvido em convênio com a Superintendência de Desenvolvimento da Região Metropolitana da Grande Florianópolis (SUDERF) e seus resultados deverão orientar a montagem do processo de concessão do transporte coletivo metropolitano.

    - “O objetivo do seminário é alinhar os entendimentos do que está sendo pensado e produzido no Projeto NeoTrans”, diz Célio Sztoltz, pesquisador associado do Observatório.

    Desde maio, pesquisadores do projeto estão nas ruas realizando entrevistas e contagens relacionadas ao transporte coletivo e à circulação de pedestres e ciclistas. O objetivo das pesquisas é compreender melhor a movimentação dos diversos agentes da mobilidade urbana e criar uma base de dados para orientar a reestruturação das linhas de ônibus da Grande Florianópolis.

    Durante o seminário, serão apresentados e debatidos as propostas e os resultados parciais das pesquisas, além de temas como o aprofundamento da análise dos dados da pesquisa de origem e destinos da Região Metropolitana de Florianópolis; a demanda por viagens no entorno das estações na BR-282 (Via Expressa) e BR-101; o corredor do Anel Viário Central e estações na área da UFSC; e a integração dos serviços metropolitanos no centro de Florianópolis.

    O seminário será às 16h, na sala Hassis, no Bloco B do Centro de Comunicação e Expressão (CCE), no Campus Trindade da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O evento é gratuito e aberto ao público.

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  • Observatório da Mobilidade Urbana realiza levantamentos no TICEN

    Publicado em 09/06/2016 às 17:11
    As atividades fazem parte dos levantamentos que embasarão o NeoTrans.

    As atividades fazem parte dos levantamentos que embasarão o NeoTrans – um projeto do Observatório com foco no transporte coletivo.

    Nesta terça-feira, 7 de junho, cerca de 20 pesquisadores do Observatório da Mobilidade Urbana da UFSC estiveram no Terminal de Integração do Centro (TICEN) para entrevistar usuários do transporte intermunicipal. O objetivo da pesquisa é criar uma base de dados para orientar a reestruturação das linhas de ônibus que ligam os municípios da região continental a Florianópolis.

    As entrevistas seguem na quarta-feira e na quinta-feira serão realizadas no Terminal Cidade de Florianópolis, onde também operam algumas linhas intermunicipais. Ao todo devem ser realizadas cerca de 2 mil entrevistas registradas através de questionários.

    “Queremos descobrir quais são as linhas mais usadas por aqueles que vêm dos municípios do continente, com conexão complementar no TICEN, e para onde vão aqueles que de lá seguem a pé”, diz Célio Sztoltz, pesquisador associado do Observatório.

    Com os resultados será possível avaliar as necessidades de criar novas linhas ou de rever linhas existentes, além de se mapear os trajetos dos que caminham e ser quantificada a distância que percorrem.

    Pesquisa na UFSC

    Desde a última semana, o Observatório vem realizando entrevistas e contagens na região do entorno da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). As atividades fazem parte dos levantamentos que embasarão o NeoTrans – um projeto do Observatório da Mobilidade Urbana que tem a missão de elaborar uma nova estrutura de transporte coletivo para a Grande Florianópolis. Além de projetar corredores exclusivos para o novo sistema BRT (Bus Rapid Transit) que será implantado na Região Metropolitana.

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